Pernambuco consolida-se como destino de turismo subaquático
O Estado vai apresentar as potencialidades da maior rota de naufrágios brasileira na principal feira de esportes e aventura da América Latina.
O estande de Pernambuco na Adventure Fair 2006, que está sendo realizada até domingo em São Paulo, dá destaque à vocação do Estado para o turismo de aventura, com destaque para a prática de mergulho na costa litorânea da capital, em Porto de Galinhas e no Arquipélago de Fernando de Noronha. Para estimular o público a conhecer in loco as potencialidades do turismo subaquático, estão sendo exibidas imagens de naufrágios e mergulhos. Pelo menos meia dúzia das mais tradicionais operadoras pernambucanas do segmento também participam da feira, que é considerada a maior no segmento de esportes e turismo de aventura da América Latina.
São esperados 75 mil visitantes, entre agências de viagens, companhias aéreas e operadoras de turismo. Além de esportes aquáticos, a feira aborda o turismo de aventura, os esportes aéreos, o cicloturismo e o turismo sustentável, entre outros tópicos. Estão sendo realizadas diversas palestras sobre montagem de expedições selvagens, esportes de alto risco, o futuro dos equipamentos esportivos e ultramaratonas de bicicletas. Em paralelo à feira, acontece o 3º Simpósio sobre Certificação em Turismo de Aventura.
Números
Estima-se que, em Pernambuco, pelo menos 32 mil pessoas pratiquem o esporte subaquático. Cada mergulho sai, em média, por R$ 180. Segundo o presidente das operadoras de mergulho de Pernambuco, Fernando Kaltenbach, o faturamento bruto do setor, por ano, fica em torno de R$ 5 milhões. O cálculo não inclui gastos com passagem, hotel e alimentação. “Estatisticamente, o turista-mergulhador gasta em média 220% a mais que o convencional. O Brasil ainda tem muito a crescer nesta área. De acordo com dados das certificadoras internacionais, o País deve ter um incremento de 40% nos próximos cinco anos.”
As estatísticas de crescimento são um reflexo do aumento da divulgação das rotas de naufrágio em Pernambuco. A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) realizou no mês passado o 3º Simpósio Brasileiro sobre Naufrágios Artificiais na Região Metropolitana do Recife. O evento atraiu aproximadamente 200 pessoas, que tiveram a chance de realizar pequenas expedições ao fundo do mar.
A participação de Pernambuco na Adventure Fair e no Simpósio de Naufrágios surge num momento em que o Estado se mobiliza para dar um novo gás à prática do mergulho. O esporte já é largamente difundido em Noronha, um dos destinos mais procurados para a prática no mundo, mas ainda tem muito a ser explorado na Região Metropolitana. Aliás, o Recife é tido por especialistas como a capital brasileira dos naufrágios artificiais.
Investimentos
Foram mapeados mais de 20 pontos nos últimos anos. Por conta disso, uma das grandes apostas é investir no turismo subaquático e profissionalizar cada vez mais os serviços prestados. Grandes hotéis apostam no segmento, como é o caso da rede Dorisol, que mantém um centro de mergulho no Recife e vai lançar até o final de novembro outro centro de mergulho em Porto de Galinhas. O hotel será o único do Litoral Sul de Pernambuco a oferecer este serviço.
Uma das vantagens do esporte subaquático na costa pernambucana é o grau de profissionalização dos instrutores e das operadoras. “Nós temos o produto e também prestamos um serviço de qualidade. Sem falar na beleza e diversidade da fauna submarina e na importância histórica dos nossos naufrágios”, disse o promotor da Empetur, Eduardo Gueiros. É justamente essa bandeira que está sendo levantada no estande de Pernambuco na Adventure Fair, no Ibirapuera, em São Paulo.