Servidor da UPE cobra melhoria salarial e plano de cargos

 

Manifestação recebeu apoio de vários parlamentares que se pronunciaram

 

A mobilização dos servidores da Universidade de Pernambuco (UPE) que aconteceu ontem, no Plenário da Alepe, teve o apoio de diversos deputados. Vestidos de preto e munidos de faixas e cartazes, os funcionários solicitaram que sejam corrigidas as diferenças salariais entre trabalhadores de um mesmo órgão e na mesma função, além da implantação da segunda fase do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, que já se tornou lei em maio de 2006. Os parlamentares receberam uma cópia do documento elaborado pelos servidores sobre as necessidades da categoria. A servidora licenciada da UPE e deputada Isabel Cristina (PT) salientou que "a Alepe, por defender os interesses do povo pernambucano, tentará ajudar os trabalhadores intermediando acordo com o Poder Executivo". O deputado Geraldo Coelho (PTB) se colocou à disposição dos profissionais e informou que, como presidente da Comissão de Finanças da Alepe, levantará o impacto das solicitações sobre as contas públicas e enviará os dados ao Governo do Estado. "A universidade merece respeito pela sua tradição", enfatizou o parlamentar. "A reivindicação é justa, entretanto, os servidores não devem politizar a questão. É preciso se unir em prol da universidade", frisou, Maviael Cavalcanti (DEM). Os deputados Raimundo Pimentel, Bringel e Pedro Eurico, do PSDB, Airinho (PSB), Teresa Leitão (PT) e Alberto Feitosa (PR) saudaram os servidores e se dispuseram a ajudar nas negociações. O líder do Governo, Isaltino Nascimento (PT), esclareceu que o Executivo aguarda o resultado da análise das contas públicas estaduais realizadas anualmente pelo Governo Federal. "O prazo é 15 de julho, quando será informado o limite prudencial para as despesas do Estado sem desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Somente com esse dado, o problema salarial, que é considerado grave, poderá ser sanado", afirmou o petista. Nascimento destacou o compromisso do Executivo em implementar um Plano de Cargos e Carreiras específico para os servidores da UPE. "O governo Eduardo Campos não terá dificuldades para dialogar com a categoria", garantiu, acrescentando que o Executivo anunciará, em breve, a instalação da Escola de Governo para aperfeiçoar a qualificação dos trabalhadores do serviço público. Em aparte, Luciano Moura (PCdoB) disse que "é preciso reestruturar a máquina pública, oferecendo melhores salários e condições de trabalho para que ela possa funcionar plenamente".

Greve - Em relação à greve dos servidores da Educação, Teresa Leitão ponderou que os funcionários estão no direito de exigir melhorias. "No Governo e sociedade democráticos, os movimentos e conflitos sociais devem ser encarados com naturalidade. Devemos envidar esforços para mediar e contribuir com solução", salientou. Ontem, representantes do sindicato da categoria seriam recebidos pelos secretários estaduais de Educação e de Administração para debater o problema.