É festa em três importantes cidades pernambucanas
Presidente Guilherme Uchoa foi o primeiro a saudar datas comemorativas
Os aniversários das cidades de Igarassu, ocorrido na última sexta-feira (9), do Recife e de Olinda, comemorados no dia de ontem, foram registrados na Assembléia Legislativa. O presidente da Casa, deputado Guilherme Uchoa (PDT), e os deputados Esmeraldo Santos (PR), Isaltino Nascimento (PT), Luciano Moura (PCdoB) e coronel José Alves (PAN) prestaram homenagens aos municípios.
No início da reunião plenária, Uchoa ressaltou a importância das datas. “Conhecer Igarassu é tarefa obrigatória para o pernambucano, seus monumentos são testemunhos vivos do glorioso passado". "A Igreja dos Santos Cosme e Damião, a mais antiga do Brasil; o Engenho Monjope; as Igrejas Nossa Senhora da Misericórdia, a de Santa Cruz e a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos são alguns dos pontos que constituem um magnífico conjunto arquitetônico da arte barroca no Brasil. Cidade pequena, gente boa e amiga. Morar na terra de Igarassu é motivo de orgulho", afirmou. A cidade completou 472 anos de existência.
O surgimento do Recife, como uma povoação portuária e habitada por pescadores portugueses, índios e mestiços, e o conjunto arquitetônico de Olinda também foram destacados pelo pedetista. "Cortada por rios e banhada pelo mar, surgiu o Recife, terra que serviu de berço a figuras que perlustraram as páginas da nossa história e foi palco de grandes revoluções e movimentos libertários. Olinda é uma cidade cantada em prosa e verso, não apenas por sua beleza natural, mas pelo casario e sobrados seculares, calçadas em desalinho e imponência das palmeiras imperiais. Hoje, a cidade serve de moradia e inspiração para diversos artistas", salientou.
Esmeraldo Santos também exaltou aspectos históricos de Recife e Olinda. Ele lembrou a importância e a obrigação dos parlamentares da Casa em cuidar do desenvolvimento econômico, social, cultural e político das "cidades-irmãs". "Estamos num momento político único para o Estado com a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o mandato do novo governador Eduardo Campos (PSB). Essa aproximação facilitará a luta por justiça e solidariedade para os dois municípios", afirmou.
O líder do Governo, Isaltino Nascimento, parabenizou as cidades e registrou suas contribuições para o engrandecimento da vida nacional em diversas áreas. O parlamentar destacou a importância da administração dos prefeitos de Olinda, Luciana Santos (PCdoB), e do Recife, João Paulo (PT), para resgatar a posição de destaque nos cenários econômico e político. "Celebramos aniversários importantes. Os dois municípios têm como marca histórica a combatividade, firmeza e luta de seu povo, a beleza estética e a participação em diversos fatos que marcaram a história. Quero destacar a contribuição dos dois prefeitos, que vêm empreendendo a marca relevante da democracia, participação popular e integração", salientou.
As comemorações pelos 472 e 470 anos de Olinda e Recife, respectivamente, foram ressaltadas, também, por Luciano Moura. "Cidades-irmãs, elas são marcos importantes. Ambas têm forte tradição de luta e resistência, que foi determinante para a construção do Estado e do País", salientou. Afirmando ser cidadão olindense de coração e por adoção, Moura fez uma homenagem especial à cidade, relembrando fatos como a escolha da localidade pelo português Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, para instalar o primeiro povoado, e a invasão holandesa, em 1630. O parlamentar encerrou o pronunciamento declamando trecho do poema Olinda, de Carlos Pena Filho. "Olinda é só para os olhos. Não se apalpa, é só desejo. Ninguém diz: é lá que eu moro. Diz somente: é lá que eu vejo."
O coronel José Alves destacou a trajetória do Recife. "Quero registrar alguns momentos marcantes. Duarte Coelho Pereira foi o primeiro a falar do Recife, em 1537, daí a data ter sido adotada como a de sua fundação. Recife foi elevada à vila, em 1709, por Dom João V e, por causa disso, foi erguido o pelourinho, que foi demolido pelos holandeses que não gostaram da elevação da cidade à vila. Esse fato deu início à Guerra dos Mascates", completou.