Ensino Fundamental em crise

 

O resultado do Relatório de Monitoramento de Educação para Todos, da Unesco, mostra que o Brasil vai mal no Ensino Fundamental. Das 129 nações analisadas, o País sul-americano está na 79ª posição, ficando fora dos 51 próximos a alcançar as metas e situado entre os 53 que estão no meio do caminho, perdendo para a Bolívia, Chile, Peru, Venezuela e Uruguai. “A distância que separa o Brasil dos objetivos esperados para o setor se agrava quando olhamos para as desigualdades sociais. Entre as crianças mais pobres de até 3 anos de idade, apenas 8,6% estão em creches. Entre as mais ricas, o índice sobe para 27%. Na idade pré-escolar, apenas 13% das crianças estão nas escolas”, lamentou a deputada Miriam Lacerda (DEM). A parlamentar enfatizou que a situação piora quando o assunto é a alfabetização de adulto, pois o Brasil está entre as 28 nações com sérios riscos de não alcançar as metas estabelecidas pela Unesco.

Para Miriam, essa constatação revela as deficiências do Ensino Fundamental e a grave distorção de gerar os analfabetos funcionais. “Enquanto o debate nacional sobre o assunto exalta a mediocridade, a China forma 80 mil doutores em Física, a Índia se transforma no novo pólo mundial de informática e a pequena e gelada Finlândia assume a ponta em telecomunicações”, registrou.

Em apartes, Maviael Cavalcanti (DEM) destacou que “sem garantia de qualificação profissional para os jovens, melhores salários para os professores, entre outros fatores, o Brasil nunca conquistará o patamar desejável em educação”. Augusto Coutinho (DEM) lembrou o sucesso dos Centros Experimentais de Ensino, implantados pelo Governo Jarbas/Mendonça, e enfatizou que “a experiência deve continuar na gestão atual”. Clodoaldo Magalhães (PTB) disse que o momento de estabilidade econômica deve ser aproveitado para realizar reformas importantes, como a tributária e a educacional.

Investimento - A integrante do Democratas comemorou o fato de o Brasil ser considerado um País seguro para investimentos. O fato foi anunciado na semana passada pela agência Standard & Poor´s, que avalia os riscos de investimento em países e instituições financeiras.