Ativismo pelo fim da violência
O lançamento da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres recebeu o apoio da bancada feminina da Casa Joaquim Nabuco, na reunião plenária de ontem à tarde. Ainda no Pequeno Expediente, a deputada Jacilda Urquisa (PMDB) lembrou a importância de iniciativas como essa. No Grande Expediente, Miriam Lacerda (DEM) questionou o crescimento do registro de homicídios de gênero, “fator que reforça a relevância da campanha”.
Presidente do PMDB Mulher, em Pernambuco, Jacilda salientou ser essa a 19ª edição mundial do movimento e a 7ª na esfera nacional. A ação segue até o dia 10 de dezembro, data de publicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Este ano, o tema aborda as chamadas violências sutis, como a psicológica, a moral, a de subjugação econômica – entre outras”, destacou a parlamentar.
Miriam Lacerda lamentou o aumento do índice de morte violenta entre mulheres. Segundo a integrante do Democratas, até 12 de novembro, foram registrados, somente este mês, 298 assassinatos. A deputada comparou os números com os contabilizados no mesmo período de 2008, quando foram registradas 268 ocorrências. “Queremos que o Governo do Estado explique esse salto estatístico. Creio que, se tivéssemos Delegacias da Mulher funcionando 24 horas, haveria menos vítimas”, complementou.
As deputadas Nadegi Queiroz (PHS), Terezinha Nunes (PSDB), Isabel Cristina (PT) e Elina Carneiro (PSB) – integrantes da maior bancada feminina da história da Assembleia Legislativa de Pernambuco, composta por dez parlamentares – parabenizaram a campanha. “É preciso que as pessoas denunciem. Em relação às ações de Governo, avançamos bastante. A gestão acabou de enviar a esta Casa um projeto de lei propondo abrigo de mulheres sob ameaça de violência”, informou Nadegi. “Precisamos acompanhar os índices para tentar combatê-los. O problema é que a administração sequer apresenta os dados oficiais”, rebateu Terezinha.
“Nós, mulheres e parlamentares, deveríamos fazer um pacto para discutir a problemática da violência de gênero toda semana. Mas é preciso reconhecer que este Governo tem conseguido transformar programas em políticas públicas”, pontuou Isabel Cristina.
“Nunca vi um governador tão dedicado à causa feminina como Eduardo Campos. A secretária especial da Mulher, Cristina Buarque, também está de parabéns”, elogiou Elina. Por fim, o deputado Esmeraldo Santos (PR) solicitou mais Delegacias da Mulher para o Interior do Estado. “A maioria dos que trabalham nas delegacias são do sexo masculino. Tenho certeza de que muitas mulheres deixam de denunciar por não se sentirem à vontade”, argumentou.