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Como ser doador de órgãos?
Só
precisa avisar a sua família. Os
órgãos somente serão retirados após a família autorizar a
doação.
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Discuta
o assunto em família
Candidatos a transplantes
enfrentam mitos e crenças da população devido a desinformação, no
entanto, sonham com melhora da qualidade de vida para aliviar suas
limitações. Campanhas de esclarecimento são essenciais para a transformação
dessa realidade e diminuição das listas de espera. Assim, constantemente
deve-se
incentivar a discussão no âmbito familiar, sem preconceitos, de forma
clara e considerando as diferenças
culturais e religiosas.
Após essa discussão, cada cidadão deve externar o desejo de ser
doador, pois, somente assim, os
familiares irão autorizar a doação no momento da morte encefálica.
As famílias que perdem um ente querido necessitam de apoio emocional
e tempo para aceitar a perda, todavia, os mesmos devem lembrar que a doação
de órgãos é um ato de amor, e que pode aliviar a dor.
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Quem
pode ser doador?
Todo cidadão,
após o diagnóstico de morte encefálica ou a parada do coração.
Existem
dois tipos:
*
Doador vivo
- A doação ocorre a partir de pessoas vivas, sendo permitida apenas nos
seguintes casos:
-
Órgãos duplos ou partes de órgãos, cuja retirada não cause
transtornos à vida do doador;
-
Quando não há grave comprometimento das aptidões vitais e da saúde
mental;
-
Quando não causa mutilação ou deformidade inaceitável.
*
Doador
cadáver
- A
retirada post-mortem de
órgãos e tecidos destinados a transplante deve ser precedida de
diagnóstico de Morte Encefálica (ver
abaixo). O
transplante só pode ser autorizado após a realização, no
doador, de testes de triagem para afastar infecção sangüínea. Um doador cadáver
pode doar órgãos e tecidos para até
12 pessoas (receptores na Lista
Única), todavia, após a retirada, o
cadáver é condignamente recomposto e entregue à família ou aos responsáveis
legais para o sepultamento.
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Processo
doação -
transplante
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Morte
encefálica
= morte
Neste caso
o coração continua batendo, mas não existe vida.
Trauma craniano e derrame cerebral podem causar parada irreversível
do encéfalo (morte), mas a respiração é mantida por aparelhos e o
coração continua batendo por algumas horas, fazendo o sangue circular
por outros órgãos (rins, fígado, pulmões, etc.). Estes podem ser doados para outras pessoas através de uma cirurgia de transplante.
*
Morte encefálica não é igual a coma
No coma, as células
cerebrais continuam vivas, a pessoa está desacordada e pode ser reversível.
Na morte
encefálica,
as células cerebrais estão mortas, sendo irreversível, a qual deve ser constatada e registrada por dois médicos não
participantes de equipes de captação e transplantes, mediante utilização
de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do
Conselho Federal de Medicina (ver legislação dos
transplantes ). Será
admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no
ato da comprovação da morte encefálica. Após
a confirmação da morte, por médico neurologista, deve-se realizar a
captação e o transplante de órgãos, mediante
autorização dos familiares para a doação. É sempre precedida de
avaliação criteriosa dos órgãos a serem retirados, confirmação por
método gráfico da morte encefálica e comunicação do procedimento de
retirada de órgãos à Secretaria Estadual de Saúde.
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Que
órgãos podem ser doados após a morte?
Doador
em Morte Encefálica (com o coração batendo): coração, fígado,
pulmão, rins, pâncreas, córneas, pele, ossos, e valva cardíaca.
Doador
com o coração parado: córneas, pele e valvas cardíacas.
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Tempo
para retirada de órgãos e tecidos |
| Cada órgão tem um tempo médio de sobrevida entre sua retirada do doador
e o transplante no receptor. Esse intervalo varia de acordo com as condições
de quem doa e de quem recebe. |
|
... |
|
Órgãos
/ Tecidos
|
Tempo
para retirada
|
Tempo
de Preservação
|
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|
Antes da PC
|
Até 4 a 6 h
|
|
Pulmão
|
Antes da PC
|
Até 4 a 6 h
|
|
Rins
|
Até 30 min
pós-PC
|
Até 48 h
|
|
Fígado
|
Antes da PC
|
Até 12 a 24h
|
|
Pâncreas
|
Antes da
PC
|
Até 12 a 24h
|
|
Córneas
|
Até 6 h
pós-PC
|
Até 7 dias
|
|
Ossos
|
Até 6 h
pós-PC
|
Até 5 anos
|
|
Pele
|
Até 6 h
pós-PC
|
Até 5 anos
|
|
Valva cardíaca
|
Até 10 h
pós-PC
|
Até 5 anos
|
*PC =
Parada cardíaca
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Quem
recebe os órgãos doados?
Os
pacientes que estão na Lista Única de Transplantes.
É necessário seguir o tempo de espera e a compatibilidade sangüínea
entre o doador e o receptor. Para alguns órgãos, também é necessário
que haja compatibilidade HLA (leia mais sobre compatibilidade
HLA).
Como funciona a seleção do receptor na Lista Única?
(leia mais) |
| Cada vez que surge um doador, a CT-PE
processa a
seleção dos possíveis receptores, considerando, sobretudo, a
ordem cronológica de inscrição na Lista Única, que
corresponde ao tempo de espera para o transplante. Para órgãos sólidos, considera-se também grupo sangüíneo,
peso e altura do doador, o que é dispensável para o
transplante de tecidos. Assim,
o mais antigo nem sempre
será o
primeiro a receber o órgão.
O doador realiza
alguns exames sorológicos para afastar infecções, tais como,
HIV e hepatite B e C. Se algum exame for positivo,
as equipes transplantadoras podem selecionar receptores
portadores da mesma infecção, mesmo que esses não sejam os
primeiros da Lista.
O receptor selecionado
pela CT-PE pode não ser transplantado devido a falta de
condições clínicas temporárias, ou por não ter sido
localizado pela equipe. Desta forma, o transplante será
realizado no próximo paciente da Lista, sendo garantida a mesma
posição daquele que foi preterido desta vez.
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... |
| *
Para tirar dúvidas sobre a Lista Única, acesse abaixo o
órgão ou o tecido de seu interesse , e mande e-mail. |
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Como
é feito o transplante?
Após
a doação, a equipe de transplante é avisada sobre a existência do
doador e o nome do paciente que receberá o órgão.
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A família
tem alguma despesa?
Não.
O Sistema Único de Saúde (SUS) paga os exames, cirurgia e qualquer
outro procedimento envolvido na doação de órgãos.
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A família
recebe informações após a doação?
Sim.
Uma equipe da CT-PE telefona marcando
entrevista onde é informado o destino dos órgãos e tecidos doados.
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O que é compatibilidade HLA?
Antígenos
Leucócitos Humanos (Human Leucocyte Antigen - HLA) são proteínas
localizadas na superfície das células do organismo. Quando há
compatibilidade entre os antígenos HLA de dois tecidos de duas pessoas
diferentes, estes são
imunologicamente compatíveis.
(leia
mais)
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